Eis que temos aqui a Poesia,
a grande Poesia.
Que não oferece signos
nem linguagem específica, não respeita
sequer os limites do idioma.

Ela flui, como um rio.
Como o sangue nas artérias,
tão espontânea que nem se sabe como foi escrita.
E ao mesmo tempo tão elaborada -
feito uma flor na sua perfeição minuciosa,
um cristal que se arranca da terra
já dentro da geometria impecável
da sua lapidação.

(...)

Rachel de Queiroz



domingo, 5 de julho de 2009

Aos Moços - Cora Coralina

.


Eu sou aquela mulher
a quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vida.
Não desistir da luta.
Recomeçar na derrota.
Renunciar a palavras e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos.
Ser otimista.
Creio numa força imanente
que vai ligando a família humana
numa corrente luminosa da fraternidade universal.
Creio na solidariedade humana.
Creio na superação dos erros e angústias do presente.
Acredito nos moços.
Exalto sua confiança, generosidade e idealismo.
Creio nos milagres da ciência
e na descoberta de uma profilaxia futura dos erros e violências do presente.
Aprendi que mais vale lutar do que recolher dinheiro fácil.
Antes acreditar do que duvidar.


2 comentários:

  1. Linda, linda poesia, que magnitude espalhadas por estes versos, que bem poderia se chamar universo tamanha grandiosidade e verdade imputada nela.

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  2. lindas as poesias mas adorei a [aos moços]rsrsrs tenho que decorar ela ate segunda feira vou falar para muitas pessoas em uma escola estadual na cidade de btos adorei suas poesias cora corolina

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